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A Invasão do Verão: O Guia Definitivo Contra Picadas de Insetos em Crianças

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A Invasão do Verão: O Guia Definitivo Contra Picadas de Insetos em Crianças

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INFORMAÇÕES RELEVANTES

Deve ler cuidadosamente todas as informações constantes da embalagem do medicamento e do seu folheto informativo e, em caso de dúvida ou de persistência de sintomas, deve consultar o seu médico ou farmacêutico.

A Invasão do Verão: O Guia Definitivo Contra Picadas de Insetos em Crianças

Com a chegada do calor vêm os gelados, as idas à praia, os passeios no parque e aqueles convidados que ninguém chamou e que aparecem na mesma: os insetos.

Se o seu filho parece um íman de mosquitos, ou se já entrou em pânico ao encontrar uma carraça depois de uma tarde ao ar livre, este guia foi feito para si.

A boa notícia? Na maioria dos casos, as picadas são irritantes, mas não perigosas. A má notícia? Basta um momento de distração para elas aparecerem. Por isso, o melhor é estar preparado.

Por que é que as crianças são as mais afetadas?

As crianças entre os 2 e os 10 anos reagem com mais intensidade às picadas porque o seu sistema imunitário ainda não desenvolveu tolerância às substâncias presentes na saliva dos insetos. Resultado? Vermelhidão, comichão e uma criança muito, muito irritada.

O que acontece durante a picada?

Quando um inseto pica ou morde, liberta na pele saliva com substâncias anestésicas e anticoagulantes que desencadeiam uma resposta imunitária local. É por isso que aparecem aquelas pápulas vermelhas que dão muita comichão.

Algumas crianças desenvolvem uma reação chamada estrófulo, pequenas borbulhas agrupadas, muitas vezes dispostas em linha, que podem durar até duas semanas. Em certos casos surgem com uma pequena bolha com líquido no centro. É desconfortável, mas não é perigoso. O tratamento passa por aliviar a comichão e evitar uma infeção secundária que é a grande inimiga.

Prevenção - o que fazer?

Antes dos cremes e sprays repelentes lembre-se que existem medidas simples que podem  fazer  a  diferença:

  • Evite os picos de atividade dos insetos: o amanhecer e o anoitecer são as horas de ouro dos mosquitos;
  • Vista a criança com roupa de cores claras, de preferência com mangas compridas e calças quando estiver em zonas de maior risco, como campos, jardins ou zonas húmidas;
  • Em casa, use redes mosquiteiras nas janelas e elimine águas paradas em vasos ou alguidares pois são o ambiente ideal para a reprodução dos mosquitos.

Repelentes: o que funciona mesmo?

Existem muitos produtos no mercado, mas nem todos são iguais, nem adequados a todas as idades.

O que precisa saber:

  • DEET: o padrão de referência a nível mundial. Para bebés entre os 6 e os 12 meses, use concentrações até 10%. Para crianças mais velhas, não ultrapasse os 30%. Nunca use em bebés com menos de 6 meses.
  • Icaridina e IR3535: excelentes alternativas para crianças acima dos 2 anos, geralmente com menos cheiro e menos irritação na pele. Não estão recomendadas abaixo desta idade.
  • Citronela: a opção mais suave para os mais pequenos, mas com duração de proteção mais curta e eficácia variável. Use como complemento, não como substituto.
Como aplicar corretamente:
  1. Se usar spray, nunca aplique diretamente na face da criança. Pulverize primeiro nas suas mãos e depois espalhe. Se for loção ou creme, o mesmo: mãos primeiro, pele depois.
  2. Evite sempre as mãos da criança (vão à boca!), os olhos, a boca e as zonas cobertas por roupa.
  3. Se também usar protetor solar, aplique-o sempre primeiro e espere uns 15 a 20 minutos antes de passar o repelente por cima. Porquê? Porque os repelentes com DEET podem reduzir a proteção solar em até um terço, por isso, nesse dia, reaplicar o protetor solar com mais frequência do que o habitual é especialmente importante.
  4. A solução mais prática? Use um repelente de roupa: aplica-se nas roupas, no boné e nas sapatilhas, não toca na pele, e o protetor solar faz o seu trabalho sem interferências. Dois produtos, cada um no seu lugar.

Fui picado! E agora?

Calma. Siga estes passos:

  1. Lave a zona com água fria e sabão.
  2. Arrefeça com gelo envolto num pano, alivia o inchaço e a dor.
  3. Não coce, sabemos que é quase impossível, mas coçar aumenta o risco de infeção.
  4. Aplique uma loção de calamina ou uma pomada antialérgica, ajudam a aliviar o desconforto.

Quando deve preocupar-se de verdade?

As reações graves são raras, mas existem. Fique atento a estes sinais após uma picada:

  • Dificuldade em respirar ou pieira
  • Inchaço nos lábios, língua ou garganta
  • Manchas vermelhas ou borbulhas a alastrar pelo corpo
  • Palidez súbita ou grande prostração

Se algum destes sintomas aparecer, ligue imediatamente para o 112.

Duas perguntas que nos chegam sempre nesta época

  1. Posso usar repelente e protetor solar ao mesmo tempo?
    Sim, mas com atenção. O protetor solar vai sempre primeiro, diretamente na pele. Espere cerca de 15 a 20 minutos e só depois aplique o repelente. Se usar DEET, saiba que pode reduzir a proteção solar em até um terço, por isso reaplicar o protetor solar com mais frequência é essencial. A solução mais simples continua a ser usar repelente de roupa e manter os dois produtos separados.

  2. Encontrei uma carraça no meu filho, e agora?
    Não entre em pânico. Use uma pinça de pontas finas, agarre a carraça o mais perto possível da pele e puxe de forma firme, sem torcer. Desinfete a zona. Se puder, guarde a carraça num frasco com álcool caso seja necessário analisá-la. Fique atento nos dias seguintes a febre, erupções cutâneas ou mal-estar, e se surgirem, consulte o médico. Na dúvida, passe pela farmácia.

Na dúvida, passe pela farmácia

Os farmacêuticos estão preparados para ajudar a escolher o repelente mais adequado à idade do seu filho, recomendar o melhor tratamento para aliviar o desconforto de uma picada e esclarecer qualquer dúvida, sem marcação, sem complicações.

Porque o verão deve ser feito de boas memórias, não de comichões.

Bom verão e fujam dos mosquitos!

Este artigo tem caráter informativo e não substitui a consulta médica ou farmacêutica. Em caso de dúvida, fale com o seu profissional de saúde.

Visite-nos! Estamos disponíveis para o que precisar, quando precisar! 24h por dia, 365 dias por ano!

POR: Raquel Neves (Farmacêutica, Farmácia São João)

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A Invasão do Verão: O Guia Definitivo Contra Picadas de Insetos em Crianças

Com a chegada do calor vêm os gelados, as idas à praia, os passeios no parque e aqueles convidados que ninguém chamou e que aparecem na mesma: os insetos.

Se o seu filho parece um íman de mosquitos, ou se já entrou em pânico ao encontrar uma carraça depois de uma tarde ao ar livre, este guia foi feito para si.

A boa notícia? Na maioria dos casos, as picadas são irritantes, mas não perigosas. A má notícia? Basta um momento de distração para elas aparecerem. Por isso, o melhor é estar preparado.

Por que é que as crianças são as mais afetadas?

As crianças entre os 2 e os 10 anos reagem com mais intensidade às picadas porque o seu sistema imunitário ainda não desenvolveu tolerância às substâncias presentes na saliva dos insetos. Resultado? Vermelhidão, comichão e uma criança muito, muito irritada.

O que acontece durante a picada?

Quando um inseto pica ou morde, liberta na pele saliva com substâncias anestésicas e anticoagulantes que desencadeiam uma resposta imunitária local. É por isso que aparecem aquelas pápulas vermelhas que dão muita comichão.

Algumas crianças desenvolvem uma reação chamada estrófulo, pequenas borbulhas agrupadas, muitas vezes dispostas em linha, que podem durar até duas semanas. Em certos casos surgem com uma pequena bolha com líquido no centro. É desconfortável, mas não é perigoso. O tratamento passa por aliviar a comichão e evitar uma infeção secundária que é a grande inimiga.

Prevenção - o que fazer?

Antes dos cremes e sprays repelentes lembre-se que existem medidas simples que podem  fazer  a  diferença:

  • Evite os picos de atividade dos insetos: o amanhecer e o anoitecer são as horas de ouro dos mosquitos;
  • Vista a criança com roupa de cores claras, de preferência com mangas compridas e calças quando estiver em zonas de maior risco, como campos, jardins ou zonas húmidas;
  • Em casa, use redes mosquiteiras nas janelas e elimine águas paradas em vasos ou alguidares pois são o ambiente ideal para a reprodução dos mosquitos.

Repelentes: o que funciona mesmo?

Existem muitos produtos no mercado, mas nem todos são iguais, nem adequados a todas as idades.

O que precisa saber:

  • DEET: o padrão de referência a nível mundial. Para bebés entre os 6 e os 12 meses, use concentrações até 10%. Para crianças mais velhas, não ultrapasse os 30%. Nunca use em bebés com menos de 6 meses.
  • Icaridina e IR3535: excelentes alternativas para crianças acima dos 2 anos, geralmente com menos cheiro e menos irritação na pele. Não estão recomendadas abaixo desta idade.
  • Citronela: a opção mais suave para os mais pequenos, mas com duração de proteção mais curta e eficácia variável. Use como complemento, não como substituto.
Como aplicar corretamente:
  1. Se usar spray, nunca aplique diretamente na face da criança. Pulverize primeiro nas suas mãos e depois espalhe. Se for loção ou creme, o mesmo: mãos primeiro, pele depois.
  2. Evite sempre as mãos da criança (vão à boca!), os olhos, a boca e as zonas cobertas por roupa.
  3. Se também usar protetor solar, aplique-o sempre primeiro e espere uns 15 a 20 minutos antes de passar o repelente por cima. Porquê? Porque os repelentes com DEET podem reduzir a proteção solar em até um terço, por isso, nesse dia, reaplicar o protetor solar com mais frequência do que o habitual é especialmente importante.
  4. A solução mais prática? Use um repelente de roupa: aplica-se nas roupas, no boné e nas sapatilhas, não toca na pele, e o protetor solar faz o seu trabalho sem interferências. Dois produtos, cada um no seu lugar.

Fui picado! E agora?

Calma. Siga estes passos:

  1. Lave a zona com água fria e sabão.
  2. Arrefeça com gelo envolto num pano, alivia o inchaço e a dor.
  3. Não coce, sabemos que é quase impossível, mas coçar aumenta o risco de infeção.
  4. Aplique uma loção de calamina ou uma pomada antialérgica, ajudam a aliviar o desconforto.

Quando deve preocupar-se de verdade?

As reações graves são raras, mas existem. Fique atento a estes sinais após uma picada:

  • Dificuldade em respirar ou pieira
  • Inchaço nos lábios, língua ou garganta
  • Manchas vermelhas ou borbulhas a alastrar pelo corpo
  • Palidez súbita ou grande prostração

Se algum destes sintomas aparecer, ligue imediatamente para o 112.

Duas perguntas que nos chegam sempre nesta época

  1. Posso usar repelente e protetor solar ao mesmo tempo?
    Sim, mas com atenção. O protetor solar vai sempre primeiro, diretamente na pele. Espere cerca de 15 a 20 minutos e só depois aplique o repelente. Se usar DEET, saiba que pode reduzir a proteção solar em até um terço, por isso reaplicar o protetor solar com mais frequência é essencial. A solução mais simples continua a ser usar repelente de roupa e manter os dois produtos separados.

  2. Encontrei uma carraça no meu filho, e agora?
    Não entre em pânico. Use uma pinça de pontas finas, agarre a carraça o mais perto possível da pele e puxe de forma firme, sem torcer. Desinfete a zona. Se puder, guarde a carraça num frasco com álcool caso seja necessário analisá-la. Fique atento nos dias seguintes a febre, erupções cutâneas ou mal-estar, e se surgirem, consulte o médico. Na dúvida, passe pela farmácia.

Na dúvida, passe pela farmácia

Os farmacêuticos estão preparados para ajudar a escolher o repelente mais adequado à idade do seu filho, recomendar o melhor tratamento para aliviar o desconforto de uma picada e esclarecer qualquer dúvida, sem marcação, sem complicações.

Porque o verão deve ser feito de boas memórias, não de comichões.

Bom verão e fujam dos mosquitos!

Este artigo tem caráter informativo e não substitui a consulta médica ou farmacêutica. Em caso de dúvida, fale com o seu profissional de saúde.

Visite-nos! Estamos disponíveis para o que precisar, quando precisar! 24h por dia, 365 dias por ano!

POR: Raquel Neves (Farmacêutica, Farmácia São João)

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